domingo, 10 de abril de 2011

CORRECÇÃO DO TESTE 4

Grupo I

1.        Quanto à estrutura externa, o texto situa-se no final do capítulo III da obra “Os Maias”, de Eça de Queirós”, na preparação da acção. O narrador aborda a educação de Carlos e do seu contemporâneo, Eusebiozinho.

2.        Eusebiozinho é educado de acordo com o modelo tradicional português que privilegia a permanência em casa, o contacto com velhos livros, a aprendizagem de línguas mortas (latim), a superprotecção (“Não se descolava das saias da titi”, “abafado em mantas”), a valorização da memorização (“diz tu aqui ao Sr. Vilaça aqueles lindos versos que sabes”, “Que memória!... É um prodígio!...”), o suborno da vontade pela chantagem (“e a mamã prometeu-lhe que, se dissesse os versinhos, dormia essa noite com ela”). Este modelo educacional é fortemente influenciado pela religião, é simbolizado pela cartilha e é ilustrado pela frase “alma doente em corpo doente”. É uma educação romântica.

3.1. Carlos da Maia.

3.2. Educação britânica.

3.3. A educação “à inglesa” privilegiava o contacto com a natureza, o exercício físico, a vida ao ar livre, a aprendizagem de línguas vivas (inglês), o rigor, o método, a ordem, a criatividade e o juízo crítico, a submissão da vontade ao dever. Tem como símbolo o trapézio e o seu lema é “alma sã em corpo são”.

4. A educação pode ser determinante na vida das personagens. Pode ser a causa do seu sucesso ou do seu fracasso. Foi-o no caso de Pedro e no caso de Eusebiozinho. A educação não os preparou para a vida, não os fortaleceu para enfrentarem problemas, por isso fracassaram. Eusébio entregou-se a uma vida devassa e corrupta e acabou por casar com uma mulher que o domina. Já no caso de Carlos, a educação não foi determinante no seu percurso de vida. Carlos recebeu uma boa educação, contudo isso não foi suficiente para ser bem sucedido. Outros factores contribuíram para o seu fracasso pessoal e profissional: a hereditariedade (herdou a fraqueza e o comodismo do pai e a futilidade, o egoísmo e o gosto pela vida boémia da mãe) e a sociedade sem estímulos em que viveu.

5. Dos recursos estilísticos presentes destaca-se o uso expressivo do diminutivo a contribuir para a caracterização de Eusebiozinho  como um fraco, mimado e superprotegido (“Eusebiozinho”, “mamã”, “titi”, “mãozinhas”, “perninhas”, “versinhos”), a ironia na expressão “tenro prodígio” a sugerir a crítica à fraqueza da personagem e à forma como é educado e a adjectivação expressiva ainda com a finalidade de ridicularizar o “amigo” de Carlos e realçar, uma vez mais, a sua fragilidade e apatia (“o menino, molengão e tristonho”, “tenro prodígio”, “perninhas flácidas”, “um recitativo lento e babujado”).



Grupo II
1.        Os fidalgos e os doutores comer-lhes-ão a camisa do corpo.
2.        D
3.        a - V; b – F; c – V; d – V; e – V; f – V; g – V; h – F
4.        Eu passeio frequentemente pelo parque. (verbo)
            O passeio do último fim-de-semana foi revigorante.


Grupo III

 A resposta deverá fazer referência aos seguintes elementos trágicos:
destino/presságios; peripécia; reconhecimento; catástrofe.
Deverá ainda obedecer à estrutura do texto expositivo-argumentativo.


Sem comentários:

Enviar um comentário