quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CORRECÇÃO DO TESTE DE AVALIAÇÃO

GRUPO I
1.       O excerto insere-se no primeiro acto de “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, (estrutura externa) e na exposição (estrutura interna) quando Maria entra em cena, pela primeira vez, após um diálogo entre D. Madalena e Telmo no qual se dão a conhecer os acontecimentos do passado até ao momento presente da acção (desaparecimento do primeiro marido de D. Madalena na batalha de Alcácer Quibir; segundo casamento com Manuel de Sousa Coutinho; existência de Maria da segunda união).
2.      
2.1. Maria surge como uma jovem alegre (traz flores na mão), aprecia romances de aventura, acredita no regresso de D. Sebastião. Sonhadora, imaginativa, patriota, apoia as crenças populares sebastianistas. Inteligente, perspicaz, apercebe-se que os pais não desejam o regresso do rei. Revela-se carinhosa para com a mãe e Telmo. É doente.

2.2. “…tu hás-de estar sempre a imaginar nessas coisas que são tão pouco para a tua idade…”

2.3. Maria é uma personagem modelada. Ora está feliz, alegre, despreocupada, ora está agitada, preocupada com a mãe ou com o pai. No final revela-se uma dura crítica da sociedade em que vive.

3.1. Entre Maria e sua mãe evidencia-se um enorme amor, um carinho indesmentível, mas também uma mútua preocupação. Madalena preocupa-se com a saúde da filha, bem como com a possibilidade de que ela venha a conhecer o passado. Maria sente que há algo que não deixa a mãe ser completamente feliz.

4.1. Maria ora trata Telmo por “senhor” ora o trata por “tu”.

4.2. A primeira forma de tratamento justifica-se pela diferença social existente entre ambos, bem como pela diferença de idade. O tratamento por “tu” revela a intimidade, os laços de amizade que unem as personagens.

5.Maria é patriota. Deseja o regresso do rei D. Sebastião para libertar a pátria do domínio castelhano.

6. As marcas do tom coloquial conferem ao discurso simplicidade, aproximam-no da vida real e tornam-no mais facilmente perceptível pelo leitor. Provas disso são as frases curtas (“Queimam-lhe as mãos…”), as interjeições (“Oh!”), as pausas (“…”), as repetições (“Vêem, vêem?”), a linguagem familiar (“ora pois então…”, “meu Deus!”), etc.

7.”Que ele não morreu”, “ninguém nesta casa gosta de ouvir falar em que escapasse o nosso bravo rei”, “Meu pai põe-se logo outro”, “não quero mais falar, nem ouvir falar de tal batalha”.

7.1. D. João regressa. Manuel e Madalena separam-se, pois o seu casamento é anulado. Maria passa a ser considerada filha ilegítima e morre.


GRUPO II  
1. 1 – V; 1.2 – F; 1.3 – V, 1.4 – V; 1.5 –F; 1.6 – F
2.1. Subordinada condicional; 2.2. Coordenada copulativa; 2.3. Subordinada integrante; 2.4. Subordinada temporal.
3.1.O teatro – sujeito; é uma forma privilegiada de arte – predicado; uma forma privilegiada de arte – predicativo do sujeito.
3.2.Garrett – sujeito; devolveu o teatro ao público português – predicado; o teatro – complemento directo; ao público português – complemento indirecto.
3.3.No século XIX – modificador preposicional; Garrett – sujeito; desenvolveu o teatro português – predicado; o teatro português – complemento directo.
4.1. “muito cerrada” – adjectivo no grau superlativo absoluto analítico
4.2.Comparativo de inferioridade – menos cerrada do que; superlativo relativo de superioridade – a mais cerrada
5. Modo imperativo (“Vai”).

GRUPO III

Tragédia – índole (nº reduzido de personagens; personagens ilustres; assunto; hybris; agon; anankê; pathos; peripécia; anagnórise; clímax; catástrofe; catarse).
Drama romântico – forma (divisão em 3 actos; escrito em prosa; tom coloquial; inexistência da lei das três unidades – apenas se verifica a unidade de acção; inexistência de coro; diversidade de tipos humanos) e ainda certas características do romantismo: o amor; a liberdade; a mulher romântica; o mito do escritor romântico; a religiosidade…

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